Terça-feira, Novembro 14, 2006

É mais do que público e notório que esse foi o ano em que levei abre aspas o fora fecha aspas. O que não é tão público assim é que Paper Bag foi uma das trilhas sonoras desse período. E que acabei mandando essa música para ela, que na época dizia que não prestava atenção em música. E ela prestou atenção. Chegou a dizer que gostou até. Tanto que deve ter comentado com ela. Que por sua vez ficou impressionada. Não pelo fato de alguém gostar de Paper Bag, mas por convencer a Dona Carolina a ouvir alguma música. E daí pra passar as manhãs rabugenteando junto com ela. sobre sono, café e música foi menos que um pulo. E ela é minha fonte de notícias surpresas salvadoras do meu mundo. Por exemplo, as novas músicas do Sr. Jarvis e agora isso:



Já falei que eu adoro você?

E mantenho o que eu disse, nunca, mas nunca mesmo, em toda minha vida, vi ninguém andar em linha reta tão deslumbrantemente.

E Dona Carolina, antes que a senhorita caia fulminada de ciúmes, nós também adoramos você e bla bla bla. ;)


2:26 PM | Comentários -


Domingo, Novembro 12, 2006

Indaguei-me:

Se o leitor conhecer alguns aspectos da personalidade do autor deste livro ampliará as possibilidades de leitura desta memória de ficção? Cabe, porém, esclarecer que, de forma geral, os escritores são mentirosos. É difícil saber no quanto se deve acreditar a respeito do que um autor de ficção tem a dizer. Quando o escritor parece mais sincero, menos ele poderá estar a dizer a verdade. A narrativa de ficção é sempre uma mistura do que o autor conhece com aquilo que ele não sabe. Mos o que é que ele sabe? E o que é que ele desconhece? William Faulkner disse, certa vez, que "um escritor é alguém congenitamente incapaz de dizer a verdade. Por isso, o que escreve, chama-se de ficção".


Daqui. Que é um daqueles livros, que não apaixonam, mas que tem uns parágrafos ótimos. Uma coisa a la Oscar Wilde.

Pra moça que lembrou da bolsa amarela. Porque me deu uma vontade enorme de abrir o livro e mostrar pra você na noite em que li isso.



3:06 PM | Comentários -


Sábado, Novembro 04, 2006

Já que tudo que eu podia eu fiz
meu amor
foi bom tentar
foi por um triz


Semana que durou um mês. Mas na verdade o buraco é realmente mais embaixo. O fato é que a noção de tempo anda completamente subvertida por aqui. Tivemos de tudo, o que não significa, necessariamente, tanto. Como fazer hora com gente desconhecida e teatro perante comissões de avaliação. Mais um porre em pré-feriado. E promessas de não-porre. Que eu sei que você não acredita, mas enfim. Além de toda essa coisa bittersweet de encontrar melhores amigos de faculdade. Planos de viagem e frustração pela não viagem. E pito público dela. E outros pitos. Desespero por perder o foco. Entender o porque gosto tanto daquele livro da Emily Bronte. Ter gente que considero pra mais de metro, perguntando o porque de escrever em blog e a ficha caindo do quanto essa resposta pode acender vinte luzes de uma vez. E por falar em respostas, sabe todo aquele meu nhemnhemnhem sobre o fora? Já achei o meu sentido. Obrigada, Ludov.


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