É mais do que público e notório que esse foi o ano em que levei abre aspas o fora fecha aspas. O que não é tão público assim é que Paper Bag foi uma das trilhas sonoras desse período. E que acabei mandando essa música para ela, que na época dizia que não prestava atenção em música. E ela prestou atenção. Chegou a dizer que gostou até. Tanto que deve ter comentado com ela. Que por sua vez ficou impressionada. Não pelo fato de alguém gostar de Paper Bag, mas por convencer a Dona Carolina a ouvir alguma música. E daí pra passar as manhãs rabugenteando junto com ela. sobre sono, café e música foi menos que um pulo. E ela é minha fonte de notícias surpresas salvadoras do meu mundo. Por exemplo, as novas músicas do Sr. Jarvis e agora isso:
Se o leitor conhecer alguns aspectos da personalidade do autor deste livro ampliará as possibilidades de leitura desta memória de ficção? Cabe, porém, esclarecer que, de forma geral, os escritores são mentirosos. É difícil saber no quanto se deve acreditar a respeito do que um autor de ficção tem a dizer. Quando o escritor parece mais sincero, menos ele poderá estar a dizer a verdade. A narrativa de ficção é sempre uma mistura do que o autor conhece com aquilo que ele não sabe. Mos o que é que ele sabe? E o que é que ele desconhece? William Faulkner disse, certa vez, que "um escritor é alguém congenitamente incapaz de dizer a verdade. Por isso, o que escreve, chama-se de ficção".
Daqui. Que é um daqueles livros, que não apaixonam, mas que tem uns parágrafos ótimos. Uma coisa a la Oscar Wilde.
Pra moça que lembrou da bolsa amarela. Porque me deu uma vontade enorme de abrir o livro e mostrar pra você na noite em que li isso.
Já que tudo que eu podia eu fiz
meu amor
foi bom tentar
foi por um triz
Semana que durou um mês. Mas na verdade o buraco é realmente mais embaixo. O fato é que a noção de tempo anda completamente subvertida por aqui. Tivemos de tudo, o que não significa, necessariamente, tanto. Como fazer hora com gente desconhecida e teatro perante comissões de avaliação. Mais um porre em pré-feriado. E promessas de não-porre. Que eu sei que você não acredita, mas enfim. Além de toda essa coisa bittersweet de encontrar melhores amigos de faculdade. Planos de viagem e frustração pela não viagem. E pito público dela. E outros pitos. Desespero por perder o foco. Entender o porque gosto tanto daquele livro da Emily Bronte. Ter gente que considero pra mais de metro, perguntando o porque de escrever em blog e a ficha caindo do quanto essa resposta pode acender vinte luzes de uma vez. E por falar em respostas, sabe todo aquele meu nhemnhemnhem sobre o fora? Já achei o meu sentido. Obrigada, Ludov.