Quinta-feira, Julho 27, 2006

Toda semana agora tem reunião daquele projeto na faculdade. O dono do projeto meio que se atrasou dessa última vez. Quase vinte minutos. Então ele aparece com uma pilha de muitos livros nas mãos.

E lógico que isso alegra toda a minha semana. Porque nada nesse mundo me interessa mais do que livros. Nem mesmo brigadeiros. Pensei seriamente em pedir as contas de todos os meus empregos e tirar o resto da vida pra brincar de livros. E menos seriamente, ainda, em desenvolver uma paixão inteiramente platônica pelo dono dos livros. Que por pura coincidência não é alto, nem baixo, nem gordo, nem magro. E usa óculos, é claro. E tem cabelos escuros. E embora não queira ser presidente da república, bem que ele gostaria de mudar o mundo.


4:29 PM | Comentários -


Quarta-feira, Julho 26, 2006

Elevadores fazem parte da minha vida de segunda à sexta. Ontem, esse menino veio reclamar pra mim das multas que ele tem levado desde que trocou de carro. O porque do assunto das multas, é que tem um escritório que trabalha com isso do lado do elevador. O porque de alguém puxar esse assunto num elevador, ou qualquer assunto, é o tipo de coisa que desisti de entender desde os cinco anos de idade.

Lógico que quando ele falou isso, lembrei de um aluno meu. Que veio me perguntar o que ele poderia fazer para se livrar de um guarda que infernizava a vida dele. Veja só as maravilhas do mundo pós-moderno. Você resolve que gosta de carros e faz toda aquela palhaçada de reformar o carro e colocar caixas de sons e participar de competições e tudo mais. E lógico que você precisa trabalhar pra poder pagar essas contas. Porque no caso o meu aluno não era milionário, nem filho de milionário. E como é comum nesses casos, você se acostuma a fazer o mesmo caminho para o trabalho todos os dias com o seu carro turbinado. Pra quê ficar pensando em caminhos alternativas, se é tão fácil ligar o piloto automático quando se esta dirigindo. E nesse meio tempo, algum guarda, por inveja, birra ou por senso estético refinado, vai saber, começa a dizer, com uma freqüência bem alta, no seu talão de multas, que você não respeitou o sinal vermelho exatamente naquele horário e naquele trajeto que de fato você faz. Simplesmente genial. Porque é exatamente o tipo de crime perfeito isso. Então, quando me perguntam para que serve burocaria e fé-pública e tudo mais,é exatamente essa a minha resposta imaginária.


11:54 AM | Comentários -


Segunda-feira, Julho 24, 2006

É isso que viagens fazem. Colocam exatamente tudo em perspectiva. E aquela cidade é especialmente boa pra isso. Porque absolutamente tudo lá é relativo e era exatamente essa sensação que estava faltando por aqui. Além disso, existem as conversas. E como se conversa por lá. Daquele tipo em que você, mesmo sendo autista, presta atenção. E se houver café e cigarros e álcool e música indie para acompanhar, eu só posso agradecer. Assim, do fundo do coração mesmo.

Margarida, você vai pro céu, com toda a certeza. Léo, você ficou me devendo um passeio até a Estação da Luz. Ainda cobro isso de você um dia. Socióloga, vou realmente escrever aquela carta de recomendação sobre a sua educação suíça para a senhora sua mãe. E só posso esperar que você me perdoe por não ter frequentado a mesma escola e por ter me tornado uma ladra de guias turísticos e a fotógrafa mais preguiçosa do mundo.



11:27 AM | Comentários -


Terça-feira, Julho 18, 2006

Hello Margarida,

Então já vou começar a planejar as nossas aventuras aqui em Sampa. Primeiro vc vai limpar a casa, depois lavar as minhas roupas e fazer os meus trabalhos, q tal? Já pensou vir pra cá e ainda ter q trabalhar....

Bjocas e tô te esperando...amanha eu te ligo pra te lembrar o caminho da roça!


Pfff...

Só pra constar, engraçadinha, o papel de irmã folgada sempre vai ser exclusividade minha. Qualquer mudança nesse padrão iria afetar o equilíbrio do universo e tal.


8:52 PM | Comentários -


Segunda-feira, Julho 17, 2006

E os dias voltam a ser iguais.

Quer dizer, nem tão iguais. Talvez exista um plano em construção.


9:41 AM | Comentários -


Sexta-feira, Julho 14, 2006

O dia inteiro ontem, menos a tarde, em sala de aula com alunos fazendo prova. E até hoje não encontrei tempo mais devagar do que esse.

Depois fui seqüestrada por umas alunas. Por conta do final do semestre e do final do meu contrato e tudo mais. Elas escolheram uma mesa de não fumantes. Um casal de amigos chegou depois. Ela também foi professora das meninas. Ele também é fumante. Então que a gente ficou nessa de ir pra calçada acender cigarro. Eu pergunto sobre a cirurgia do pai dele e ele me pergunta sobre o menino de todos esses posts aí embaixo. Então eu conto né, sobre o episódio final. Porque levar fora virou um processo agora. Nunca é mais um ato único. E conto a versão resumida. Falo da pergunta básica que eu fiz e da resposta que recebi. E ele compartilha do meu principal ponto de interrogação na hora. Mas se não desenvolveu porque ficou fazendo papel de namoradinho?

E estaria tudo muito bem se parasse por aí. Mas ele aproveita pra falar mal do menino em questão. E fico realmente puta, porque é impressionante essa mania que essas pessoas tem de esperar que se caia no buraco pra depois avisar que ele existe. Então, se é para achar um culpado, digo que foi ele. O amigo e não o menino. Porque se ele não tivesse acabado com o meu maço, ele não teria pedido um cigarro pro menino no final de um churrasco pós-temporal e quando eu já estava com a chave do carro na mão.

Veja só a grande piada disso tudo. Foi por conta de um cigarro que me meti nessa confusão toda. Sinceramente. Não conheço motivo melhor pra parar de fumar.




3:55 PM | Comentários -


Segunda-feira, Julho 10, 2006

Elementar, meu caro Watson



Tantas suposições e análises e a resposta mais simples nem tinha passado pela minha cabeça. E você colocou isso tão bem. Você está fazendo a pergunta errada, Carolina. Não é o que aconteceu. É o que não aconteceu.

E não teve como não reconhecer, né? Que eu estava, pela primeira vez na vida, fazendo o papel de Ana. Aquela que chamam de palíndroma. E você o de Sebástian. Eu uma metade de laranja querendo se aproximar de uma laranja inteira. É assim que ela fala no livro.


10:11 AM | Comentários -


Domingo, Julho 09, 2006

i wanna be sedated

5:16 PM | Comentários -


Sexta-feira, Julho 07, 2006

Não sei se foi isso que você quis dizer com o seu comentário. Mas no meu mundo não é nenhum indício de maturidade esses afastamentos. Não que seja sinal de infantilidade também. Na realidade, eu só acho bem deselegante mesmo. Como ir visitar alguém e sair sem se despedir e nem se dar ao trabalho de encostar a porta. Lógico que ninguém precisa ficar dando explicações sobre o porque de querer terminar a visita. Mas é essa falta de um até mais que me aborreceu de verdade mesmo.

Então, por mais contraditório que pareça, acho que você devia achar o máximo ter levado um fora direto. Virou prova de estima e consideração isso.


3:13 PM | Comentários -




Uma mulher tirou as cartas pra mim no meio dessa semana. Assim totalmente por acaso mesmo. Não me pergunte como, mas fui parar em um churrasco. Daqueles em que tem gente com violão, nesse caso viola e mais outras originalidades do gênero. E essa mulher estava lá de convidada e começou a brincar disso. Parece que os outros convidados acharam que ela era muito boa. Sinceramente, nem tenho opinião. Porque no meu caso o que ela só fez foi ficar falando que sou teimosa demais. Aparentemente todas as cartas só falavam disso. Fala sério. Com tanto defeito mais interessante que tenho.

O que queria mesmo é que ela respondesse a minha grande dúvida existencial. Ipod branco ou preto?


11:25 AM | Comentários -


Quarta-feira, Julho 05, 2006

Contagem regressiva por aqui. Para quinta feira da próxima semana que é o meu último dia de corredor de bloco de universidade. Se você me perguntasse sobre isso a uns dois meses atrás, até falaria que isso não era nada bom. Mas o plano mudou. Porque hoje isso significa que aquele vai ser o último dia que vou ter que ficar esbarrando religiosamente, duas vezes por semana, no mínimo, com essa burrada que eu fiz, ou que fizeram comigo ou que ele e eu fizemos. E se tem uma coisa que não aprendi a fazer foi isso. Lidar com essas situações. Não por incapacidade ou inaptidão. Mas simplesmente porque nunca tive que lidar com isso de dia seguinte e de encontros casuais. O que era um presente e tanto. Sempre reconheci isso e agora reconheço ainda mais.

E se é pra esgotar o assunto sobre foras e tudo mais. Existe toda uma ironia que lembrei agora. Sobre como numa conversa sobre música sertaneja eu fui parar em Nick Hornby, que você não conhecia, e falei sobre aquele livro com a lista dos foras e você concordou que era um começo e tanto. E, depois de uma tragada de carlton azul, logo emendou com a pergunta de quais eram os meus cinco foras. Foi aí que percebi. Que além de você saber fazer boas perguntas de improviso, não existiam cinco grandes foras naquela época. Um, no máximo, talvez, dois. Você me respondeu alguma coisa no gênero: idem, porque não há necessidade de foras, as pessoas simplesmente se afastam hoje.

Então tá.


4:30 PM | Comentários -


Terça-feira, Julho 04, 2006



Ela diz que frustrações são boas. Então tá. Nem discuto mais.


11:39 AM | Comentários -