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Quarta-feira, Dezembro 28, 2005
To make a bad day worse, spend it wishing for the impossible
Você sabe. Ele já disse isso. Para tornar um dia ruim pior ainda passe ele desejando o impossível.
E, se isso vale para períodos maiores de tempo também, de jeito nenhum que eu vou jogar um ano novo todo ladeira abaixo. Por isso que só escuto essa música de novo quando conseguir marcar esse outro ponto final. O que é realmente uma pena. Pela música que é praticamente um bibelô e que em outras circuntâncias merecia modo repeat ad infinitum.
Happy New Year (Camera Obscura)
Did the ironing in a cowboy hat
felt as fresh as the paint in this new flat
I will never tell you what to do
have ambition simply to see things through
Did you know I could be a lot of fun
I'm aware that friendship can die young
as the glow from the street light bled
down the Langlands Road we set off the best of friends
I know where I stand
I don't need you to hold my hand
Well, I've tried to get along with you
I have asked myself "What are we gonna do?"
I'm coming round to take a stand
going to put us together with glue or an elastic band
I know where I stand
I don't need you to hold my hand
I am softer than my face would suggest
at times like these I'm at my lowest ebb
now I can confide in you
if I cry to set the mood oh please could you cry too
Happy new year
you are my only vice
what if we compromised?
I am open
Do you have to wear a frown like that?
you could have hit me with a baseball bat
Do you want to? (yes I do)
Do you have to? (So do you)
Do you want to? (So do you)
De verdade verdadeira, essa música está assim, pau a pau com Like a Friend se me perguntassem agora. O que aliás é outra música que vai ficar estragada por um bom tempo. Pra você ver o tamanho da meleca que a gente conseguiu aprontar.
10:32 PM | Comentários -
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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
Ela me contou logo cedo. Naquelas conversas de quem divide o mesmo banheiro há muito tempo. Nenhuma de nós duas tinha acordado pra valer ainda. Que tinha sonhado com o Príncipe William.
Coisas de menina de quinze anos que vai fazer intercâmbio na Inglaterra. Fica com o princepizinho como parâmetro. E não tem o que fazer pra tirar isso de inconsciente, né? Mesmo vários anos depois. Mas enfim, sempre podia ser pior.
E a história toda é que estavam numa festa e tal e que eles conversaram. Parece que estava interessado e tudo mais. Pergunto alguma coisa no estilo e ai? Ele beija bem? Mas ela não sabe, dispensou o princepizinho. Aparentemente porque ele tinha um péssimo gosto musicial. Eu pergunto quais bandas, mas ela não consegue se lembrar. Veja só que pena. Mas eram realmente ruins, ela acrescenta. Eu até vi, no sonho, minha cara de decepção quando ele começou a falar. Era um daqueles sonhos que a gente se vê, ela explica, por conta da hora da manhã e porque ela sabe que eu nunca sonho desse jeito.
Essa é a minha irmãzinha. Pra você ver que esse negócio de música ser um requisito essencial é quase genético nessa família. E que eu realmente não sei como vou conseguir passar sem essas conversas daqui pra frente.
11:30 PM | Comentários -
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Tem gente que resolve problemas. Tem gente que foge de problemas. Eu? Eu me esforço em matéria de problemas. Sempre. Faço questão de ir atrás e arrumar um outro problema maior ainda. Simples assim. Exatamente como aquela piada ou fábula indiana da família pobre, do faquir e da vaca. Mas no meu caso, nunca é colocar uma única vaca dentro de casa. Comigo não tem miséria não. Manda logo um rebanho todo pra sala de estar.
E no mais, essas duas últimas semanas tiveram mais acontecimentos que os últimos cinco anos. E isso sempre é uma coisa boa.
9:32 AM | Comentários -
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