Robert Cohn fora campeão de boxe da categoria dos pesos médios, em Princeton. Não pensem que esse título me impressione. Mas significava muito para Cohn. Ele dava pouco importância ao boxe, que, de fato, lhe desagradava, mas aprendera-o com esforço, apenas para contrabalancar o complexo de inferioridade e a timidez que sentira, porque o tratavam como judeu, em Princeton. Sentia uma satisfação íntima em saber que poderia derrubar a quem quer o provocasse.Mas, sendo muito tímido e ótimo rapaz, nunca travava luta, fora do ginásio. Robert era um astro, entre os discípulos de Spider Kelly. Este ensinava seus jovens alunos a lutarem como pesos leves, quer pesassem quarenta e oito ou noventa e três quilos. No caso de Robert Cohn, o sistema pareceu dar resultado. O rapaz era realmente ligeiro, e tão bom que Spider não tardou em fazê-lo merdi-se com gente mais forte do que ele. Seu nariz ficoiu irremdiavelmente achatado, o que contribuiu para a aversão de Cohn pelo boxe, mas poduziu-le uma satisfação estranha, e isso, sem dúvida, melhorou seu nairz. Durante o seu último ano Princeton, Roberta lera demais e passou a usar óculos. Nunca encontrei um só de seus colegas que se lembrasse dele, ou se que tivesse sido campeão de boxe.
O primeiro parágarfo preferido de todos os livros que já passaram por aqui.
That's the deal. Comprei uma lavadora de roupa usada hoje. Deus abençõe o Exercíto Brasileiro e essas coisas de tirar uma pessoa do seu trabalho no sul para a selva na amazônia. Você sabia que um frete pra lá custa 12 mil reais. Nem eu. Mas parece justo, fico lá pensando, enquanto a vizinha futura ex-dona da lavadora explica que a cidade (?) fica no meio da selva. Literalmente. Só de avião. E voltando pra lavadora de roupas. Agora sou uma pessoa que tem uma lavadora de roupas. O que só se justifica porque agora minhas roupas não se lavam sozinhas mais. O que acontece porque agora o endereço pra correspondência mudou. Mas bem mudado mesmo. Nada na proporção amazônia. Mas enfim. E também não é mais o mesmo endereço das outras pessoas da família. E, fora a lavadora - e também a pia, geladeira, cama, fogão, lâmpadas (Gente até lâmpadas. Ninguém faz idéia do que sou eu tendo que escolher lâmpada) - agora sou uma pessoa que conversa com vizinhas. E, rapaz, como é divertido isso de brincar de casinha. Como ninguém me contou antes. Era segredo por acaso?
Então a pessoa está no feriado preparando lista de exercícios para aluninhos. E bora caçar provas de conselho profissional no google e separar questões que sejam do assunto e blablabla. Quando, não mais do que de repente, você descobre que existe senso de humor em examinador da O"A"B:
Aquelas pessoas portadoras de uma incontrolável compulsão pela amputação de um membro específico de seu corpo, em razão do desconforto de estarem presos em um corpo que não corresponde à verdadeira identidade física que gostariam de ter, denominam-se wannabes;
As notícias boas já chegaram.
Na verdade mesmo, a sensação é de que já fiz toda a lição de casa de 2007. Vontade de que isso fosse uma sala de aula de primário, pra poder erguear a mão bem alto e falar: professora já acabei, posso ir brincar lá fora?
Esse blog não morreu. Nem está respirando com ajuda de aparelhos. Nada de discussão sobre eutanásia e such likes. São férias. Daquelas de usar havaianas coloridas durante todo o dia. Mas isso só se não for o caso de ficar descalça mesmo.
Depois de um dia com diarista em casa, tenho que abrir o guarda-roupa pra pegar sapatos. Porque diaristas não entendem essa dinâmica de sapatos espalhados por todo o quarto, por mais que isso seja explicado. E, voilá, nem reclamo porque é primeira semana do ano. E talvez eu coloque aprender a guardar sapatos na lista de grandes missões para 2007. E nesse ritmo segue a vida, até que eu percebo que a bendita porta do guarda-roupa está realmente emperrada. E juro que realmente puxei com vontade. Não fui uma menininha que no primeiro momento sai correndo pedindo ajuda pra papai. Mas a porta realmente não abria. Então tenho que pedir ajuda pra papai.
-Paiêee. Preciso de você...
- Hum... (sim, você também seria uma pessoa desconfiada de convivesse comigo por quase trinta anos)
- To tentando pegar um sapato no guarda-roupa e a porta está REALMENTE emperrada.
- Impossível, filha (dito no tom mais sério do mundo)
Minha cara de ponto de interrogação
- Você nunca seria capaz de fechar uma porta de guarda-roupa na vida, né?
Convenhamos que é exatamente meu número de senso de humor.
David, incidentally, is rabidly convervative in everything but politics. There are people like that now, I've noticed, people who seem angry enough to call for the return of the death penalty or the repatriation of Afro-Caribbeans, but who won't, because, like just about everybody else in our particular postal district, they're liberals, so their anger has to come out through different holes. You can read them in the columns and the letters pages of our liberal newspapers every day, being angry about films they don't like or comediant they don't think are funny or women who wear head scarves. Sometimes I think life would be easier for David and me if he experienced a violent politcal conversion, and he could be angry abour poofs and communist, instead of hommeopaths and old people on buses and restaurant critics. It must be very unsatisfying to have such tiny outlets for his enormous torrent of rage.
Depois desse parágrafo, definitvamente a paz foi reestabelecida com o Sr. Nick Hornby. Assim, completa e absolutalmente. Até perdôo ele pela segunda parte auto-ajuda do livros do povinho suicida wannabe. E sobre 2006, bom, decididamente não foi um ano legal. Mas foi bom pra caralho.
É mais do que público e notório que esse foi o ano em que levei abre aspas o fora fecha aspas. O que não é tão público assim é que Paper Bag foi uma das trilhas sonoras desse período. E que acabei mandando essa música para ela, que na época dizia que não prestava atenção em música. E ela prestou atenção. Chegou a dizer que gostou até. Tanto que deve ter comentado com ela. Que por sua vez ficou impressionada. Não pelo fato de alguém gostar de Paper Bag, mas por convencer a Dona Carolina a ouvir alguma música. E daí pra passar as manhãs rabugenteando junto com ela. sobre sono, café e música foi menos que um pulo. E ela é minha fonte de notícias surpresas salvadoras do meu mundo. Por exemplo, as novas músicas do Sr. Jarvis e agora isso:
Se o leitor conhecer alguns aspectos da personalidade do autor deste livro ampliará as possibilidades de leitura desta memória de ficção? Cabe, porém, esclarecer que, de forma geral, os escritores são mentirosos. É difícil saber no quanto se deve acreditar a respeito do que um autor de ficção tem a dizer. Quando o escritor parece mais sincero, menos ele poderá estar a dizer a verdade. A narrativa de ficção é sempre uma mistura do que o autor conhece com aquilo que ele não sabe. Mos o que é que ele sabe? E o que é que ele desconhece? William Faulkner disse, certa vez, que "um escritor é alguém congenitamente incapaz de dizer a verdade. Por isso, o que escreve, chama-se de ficção".
Daqui. Que é um daqueles livros, que não apaixonam, mas que tem uns parágrafos ótimos. Uma coisa a la Oscar Wilde.
Pra moça que lembrou da bolsa amarela. Porque me deu uma vontade enorme de abrir o livro e mostrar pra você na noite em que li isso.
Já que tudo que eu podia eu fiz
meu amor
foi bom tentar
foi por um triz
Semana que durou um mês. Mas na verdade o buraco é realmente mais embaixo. O fato é que a noção de tempo anda completamente subvertida por aqui. Tivemos de tudo, o que não significa, necessariamente, tanto. Como fazer hora com gente desconhecida e teatro perante comissões de avaliação. Mais um porre em pré-feriado. E promessas de não-porre. Que eu sei que você não acredita, mas enfim. Além de toda essa coisa bittersweet de encontrar melhores amigos de faculdade. Planos de viagem e frustração pela não viagem. E pito público dela. E outros pitos. Desespero por perder o foco. Entender o porque gosto tanto daquele livro da Emily Bronte. Ter gente que considero pra mais de metro, perguntando o porque de escrever em blog e a ficha caindo do quanto essa resposta pode acender vinte luzes de uma vez. E por falar em respostas, sabe todo aquele meu nhemnhemnhem sobre o fora? Já achei o meu sentido. Obrigada, Ludov.
Scoring highly suggests you are likely to be very liberal, independent minded, self identify as an outsider, shun materialism and popular culture, and have an aversion to organized religion. While high scorers are more intellectual than average, they are probably more artistically astute than intellectually avante guard (i.e. they are more likely to know of new interesting new bands/artists/writers than the best way to extract energy from a hydrogen atom. Low scorers, will generally tend towards the opposite of the above. They will tend to be more materialistic, conservative, corporate friendly, social and are more likely to be religious.
Na minha mentalidade cdf enrustida de ser, 7,9 é, tipo, uma péssima nota. E, não, esse blog não tem mais nem um pingo de dignidade. Você pode apagar meu link que eu te dou toda razão do mundo.